sábado, 5 de agosto de 2017

Dinamite (ode to my dad)

Não me lembro desde quando você perdeu o tato social
E não quer mais sair de casa
E se isola em sua prisão sem grades
E vê o mundo pela tela brilhante
E reza para não chegar (vivo) a mais um aniversário
E se apega a histórias antigas
E não ouve mais ninguém
E se sente ferido
& ofendido
por todos que te cercam
E porque sente tanto frio em dias de sol.






(Damn! Its me)

sábado, 22 de julho de 2017

Tempestade

Você tem cheiro de roupa molhada
E não dá para negar que as ferramentas caíram

Sufocada em lenços multicoloridos
Aquecida em meu travesseiro

Passa...o tempo passa
E você vai ouvir:

"Espírito/Desejo
Sentados em um sofá velho
Jogando baralho e dividindo o mesmo cigarro"

Sou eu ou sou você?
Em nosso estúpido modo?


sábado, 8 de julho de 2017

Insight #1

saudades do tempo em que nos uníamos pelo gosto em comum por qualquer forma de arte.
hj em dia, pessoas se unem pelas tretas compartilhadas.

sábado, 24 de junho de 2017

hey joe

doeu
quando
tu
rasgou
meu
sentimento
riscou
meu
disco
favorito
poemou
um eu
que
tu
não
conhece
mais

doeu

domingo, 18 de junho de 2017

Notas suicidas #1 (ou eu tenho humor peculiar)

19:52 e eu ainda decidindo internamente se vale a pena ou não levar essa vida a frente.
da tanto trabalho: vestir-se de gente todas as manhãs pra sair de casa.
morrer um pouco mais do que o tolerável nos domingos a noite.
li em algum lugar que a taxa de morte nos domingos a noite são sempre maiores do que o resto da semana: seja por infarto já que você comeu demais aquela feijoada na casa dos parente.
seja por que você olhou pro abismo, encarou a mediocridade de ser um humano num domingo de noite e resolveu acabar com tudo.
bem, eu quase sempre quero acabar com tudo quando passo por algum stress do qual não tenho controle, ou seja, não posso resolver a situação.
outro dia tive esse ímpeto depois de ficar por mais de 40 minutos no atendimento de uma criança (pois ela tinha medo e mais chorava do que me deixava fazer um simples molde dentário).
enfim, eu achei um momento perfeito. propício.
atravessar a rua do meu trabalho, bem na frente de um ônibus.
toda de branco.
falando assim eu até dou boas gargalhadas...parece filme do almodóvar.
mas no final, o cinema realmente é um pastiche dessa vida que levamos.
cada um a sua maneira.


pós escrito: para meus queridos leitores (e poucos rs). não se assustem com o conteúdo pesado e biográfico. aprendi que corro mais riscos quando silencio meus monstros e faço o jogo do contente.

pós escrito #2: isso tb foi dica da terapia. vocês deviam tentar.

sábado, 29 de abril de 2017

não sei quando foi é que eu decidi que eu ia mudar.
tipo tudo, em mim mesma.
e por dentro, o que é mais difícil.
e eu não sei quando foi que percebi as (más) intenções das pessoas.
desde quando eu fiquei mais mineira desconfiada.
(o que pra nós é bem normal)

acontece que algumas coisas na nossa vida, as vezes, ficam meio ocultas não pela escuridão.
e sim pelo sol que brilha demais ofuscando a visão.

a todas elas, eu dedico esses escritos. que não são meus.

Please beware of them that stare
They'll only smile to see you while
Your time away
And once you've seen what they have been
To win the earth just won't seem worth
Your night or your day
Who'll hear what I say.
Look around you find the ground
Is not so far from where you are
But not too wise
For down below they never grow
They're always tired and charms are hired
From out of their eyes
Never surprise.
(Things Behind the sun - Nick Drake) 

domingo, 16 de abril de 2017

rivergirl

pareço amarga
intragável
mas é porque você não me viu escutando música
é onde todos meus demônios descansam
e eu consigo enfim...
ser alguém em que se possa
admirar pela paz que carrega em si