sábado, 24 de junho de 2017

hey joe

doeu
quando
tu
rasgou
meu
sentimento
riscou
meu
disco
favorito
poemou
um eu
que
tu
não
conhece
mais

doeu

domingo, 18 de junho de 2017

Notas suicidas #1 (ou eu tenho humor peculiar)

19:52 e eu ainda decidindo internamente se vale a pena ou não levar essa vida a frente.
da tanto trabalho: vestir-se de gente todas as manhãs pra sair de casa.
morrer um pouco mais do que o tolerável nos domingos a noite.
li em algum lugar que a taxa de morte nos domingos a noite são sempre maiores do que o resto da semana: seja por infarto já que você comeu demais aquela feijoada na casa dos parente.
seja por que você olhou pro abismo, encarou a mediocridade de ser um humano num domingo de noite e resolveu acabar com tudo.
bem, eu quase sempre quero acabar com tudo quando passo por algum stress do qual não tenho controle, ou seja, não posso resolver a situação.
outro dia tive esse ímpeto depois de ficar por mais de 40 minutos no atendimento de uma criança (pois ela tinha medo e mais chorava do que me deixava fazer um simples molde dentário).
enfim, eu achei um momento perfeito. propício.
atravessar a rua do meu trabalho, bem na frente de um ônibus.
toda de branco.
falando assim eu até dou boas gargalhadas...parece filme do almodóvar.
mas no final, o cinema realmente é um pastiche dessa vida que levamos.
cada um a sua maneira.


pós escrito: para meus queridos leitores (e poucos rs). não se assustem com o conteúdo pesado e biográfico. aprendi que corro mais riscos quando silencio meus monstros e faço o jogo do contente.

pós escrito #2: isso tb foi dica da terapia. vocês deviam tentar.

sábado, 29 de abril de 2017

não sei quando foi é que eu decidi que eu ia mudar.
tipo tudo, em mim mesma.
e por dentro, o que é mais difícil.
e eu não sei quando foi que percebi as (más) intenções das pessoas.
desde quando eu fiquei mais mineira desconfiada.
(o que pra nós é bem normal)

acontece que algumas coisas na nossa vida, as vezes, ficam meio ocultas não pela escuridão.
e sim pelo sol que brilha demais ofuscando a visão.

a todas elas, eu dedico esses escritos. que não são meus.

Please beware of them that stare
They'll only smile to see you while
Your time away
And once you've seen what they have been
To win the earth just won't seem worth
Your night or your day
Who'll hear what I say.
Look around you find the ground
Is not so far from where you are
But not too wise
For down below they never grow
They're always tired and charms are hired
From out of their eyes
Never surprise.
(Things Behind the sun - Nick Drake) 

domingo, 16 de abril de 2017

rivergirl

pareço amarga
intragável
mas é porque você não me viu escutando música
é onde todos meus demônios descansam
e eu consigo enfim...
ser alguém em que se possa
admirar pela paz que carrega em si

sábado, 8 de abril de 2017

Did I lose you? Oh friend of mine... ( inspirado num outro post por aí)

tem o que te maltrata e você gosta.
e a culpa é sua por derramar amor onde o terreno é infértil.
tem o que está longe e as gotas pequenas desse amor deixam a planta da amizade linda, verde.
tem o que ri quando você chora.
esse é o demônio do seu lado.
tem o que quer estar ao seu lado todo tempo e você, sujeito calejado, tem medo.
*conserve seu medo, mantenha ele aceso*

a conclusão é que não há conclusão nenhuma.
'bora pra canção de número 3 no player.

quinta-feira, 23 de março de 2017

21:13
sentei-me na cadeira desconfortável do computador ha mais de uma hr atrás.
não paro de chorar desde então.
fiz um post-desabafo ridículo no FB.
e tudo isso por causa de uma palavra intraduzível chamada Saudade.

sábado, 4 de março de 2017

Eco (ou O Poço)

Minha garganta é um poço
de onde todos os dias quase se transborda o sentimento
Mas não pinga fora
Não escapa da borda uma só gota

Em volta do poço a vida não floresce
Em volta do poço o terreno é seco
Do poço não escapa uma gota sequer quando teima em
(quase)
transbordar

Minha garganta e um poço fundo de águas turvas
de onde eu
(narciso)
consigo me enxergar.